Tudo se iniciou com uma troca de cajús nos calabouços no antigo palácio do Marquês de Pombal, na atual ESD (Escola Superior de Dança). E a primeira identificação aconteceu: o amor pelo fruto seco. A partir daí sucederam-se várias trocas: desde uma planta carnívora a poemas de Adília Lopes. Engendraram juntos a primeira peça Cascas d’OvO em jardins públicos de Lisboa, tendo curiosos, cães e pardais como público. Peça que, entre tapas e olhos vendados, viria a correr a Europa e alavancar os seus palatos para a criação coreográfica e a integração da comunidade nos seus trabalhos: desde a ilustre participação do teatro amador da Meia Via, chegando mais tarde ao calor e agitação da comunidade local de São Paulo. 

Em Matilda Carlota – segunda criação – depurou-se a música como um domínio de expressão, tendo como cúpula uma imagética barroca co-habitada por animais robóticos. E esse gosto pela inscrição em domínios que não lhes compete tem ancorado os seus  percursos. Em Arrastão, assistimos a uma radicalização dessa vontade de estabelecer a música como um veículo comunicativo e participativo.

No futuro, pretendem ir para Sintra, capital do romantismo, embalar os seus pensamentos no musgo e dar também expressão a outras atividades culturais, mesclando o vapor com o fumo.

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Aquesta nova creació de Jonas & Lander pretén crear un procés de treball on es barregen inspiracions que es contrasten i que es desenvolupen en estructures coreogràfiques que van des de la influència de les danses sufís a l’amplitud i l’elegància de l’expressivitat de Bob Fosse. Un casament entre quelcom precís i barroer alhora, que apareix fortament marcat per l’apropiació d’un cos rítmic i vocal, característica pròpia d’aquests dos creadors.

Amb aquesta peça es pretén crear un espai solemne ple de diferents maniobres rituals executades per cossos en estat d’emergència. Aquests cossos que ballen pretenen alterar la velocitat del temps visual a través de constel·lacions coreogràfiques nervioses. Així, es creen cossos i éssers virtuals que es realitzen en tasques físiques extremes i plenes de contrastos i assimilen una sèrie de ficcions que provoquen una fricció en la línia dramatúrgica de la peça.

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Aquest projecte en procés és una creació de Jonas&Lander, interpretat per ells mateixos i Lewis Seivwright. El disseny de llum serà d’en Carlos Ramos, el vestuari de la Carlota Lagido i la producció de [PI] Produções Independentes | Tânia M. Guerreiro. A dia d’avui és un projecte que està desenvolupant-se en diferentes residències de creació com: O Espaço do Tempo, Alkantara (PT), Centro Cultural Vila Flor (PT), Centro de Experimentação Artística no Vale da Amoreira/Câmara Municipal da Moita, Artemrede/Projeto Odisseia (PT), DeVIR/CAPa (PT), Câmara Municipal de Lisboa/Polo Cultural | Gaivotas Boavista, PACT Zollverein (AL), Sín Culture Centre Budapeste (HU), Graner/Mercat de les Flors (ES), Nave (CL), Fundação Calouste Gulbenkian (PT).

Produções Independentes és una estructura que rep finançament del Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes i la coproducció de la peça és del Teatro Maria Matos e Centro Cultural Vila Flor.

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jonas-lander.wixsite.com/jonas-lander